CARTAS PARA JULIANA

CARTAS PARA JULIANA

Obra da Coleção Cartas para Juliana exposta no Mercado Novo - Belo Horizonte 2026

CARTAS PARA JULIANA

Ao traço
Ao espaço
À sombra
Ao preenchimento,
Do vislumbre
Ao momento

A imensa vontade de
te ter por perto

Você não me viu,
mas eu vi você

Sem pé nem cabeça
Com nhoque em estrela,
Sem instrumento tem música
Sem inspiração desapareça

Nem trompete, nem perfeito

Por fim
A você.

Escrevo essas cartas como um eco de silêncio, um conjunto de tantos "quero falar" com "gostaria de te ouvir". Esta série, sintetizada em nove obras, funciona como um diálogo atrasado, um inventário de tudo que foi feito e aprendido, destinado a alguém que não está aqui para ler. Um processo de entendimento e assimilação, que estuda uma certa anatomia musical, nas metamorfoses de instrumentos com corpos, e termina em uma conclusão quase homérica, em uma dissecação de três metros de altura, onde se transmuta do antropofágico ao pessoal — onde a lógica da forma cede espaço ao delírio da memória.

As cartas nada são além de resposta aos ensinamentos: Juliana afinou instrumentos com feições humanas; em Calígula, eu os desafino. É o exercício de trocar a métrica pela vertigem. É como dizer: "Talvez agora entenda. Fiz como você fez, e enfim, fiz como fiz."

— Que a insanidade seja a mais sã forma de ver uma obra. —

Obra da exposição Cartas para Juliana
Obra da exposição Cartas para Juliana
Obra da exposição Cartas para Juliana
Obra da exposição Cartas para Juliana
Obra da exposição Cartas para Juliana
Obra da exposição Cartas para Juliana
Obra da exposição Cartas para Juliana
Obra da exposição Cartas para Juliana
Obra da exposição Cartas para Juliana
Obra da exposição Cartas para Juliana
Obras Cartas para Juliana 1
Obras Cartas para Juliana 2
Obras Cartas para Juliana 3
Obras Cartas para Juliana 4
Obras Cartas para Juliana 5
Obras Cartas para Juliana 6
Obras Cartas para Juliana 7
Obras Cartas para Juliana 8
Obras Cartas para Juliana 9